O AFOGAMENTO DE UMA CIDADE

Recentemente o estado de São Paulo passou por momentos de tensão. O amanhecer da fatídica segunda-feira, dia 10/02/2020, foi caótico. A cidade acordou chuvosa e, como de costume, parada.

As marginais dos rios Pinheiros e Tietê, principais vias de acesso que ligam a metrópole de ponta a ponta, ficaram alagadas. Pessoas perderam casas, objetos de valor e até mesmo a vida por causa da chuva que caiu ininterruptamente por mais de 24 horas. O volume pluviométrico bateu recorde, foi o mais alto dos últimos 77 anos.

O problema dos grandes alagamentos não ficou restrito apenas as rodovias, a onda de chuva fez estrago por onde passou. Inundou garagens de prédios, estabelecimentos no nível da rua, shoppings, estações de metrô e linhas de trem ficaram paradas por horas, entre outros problemas e estragos.

Um dos principais motivos desse dia que marcou a cidade de São Paulo é o nosso assunto de hoje, o lixo e a forma correta de descarte.

A prefeitura, entre 2018 e 2019, reduziu a coleta de lixo das ruas e bocas de lobo em 31%. Isso fez com que os números de lixo urbano atingissem seu índice mais alto desde 2013, ou seja, além de nada ter sido feito para melhorar a evacuação das águas, limitaram ainda mais funcionamento do sistema de esgoto.

Outro grande problema foram as piscinas de escoamento. O projeto de grandes piscinões contra enchentes foi espalhado por São Paulo nas principais áreas de alagamento. Logo depois que o projeto foi iniciado, o investimento caiu para 88% em 2019. Com isso, em 2020 foi entregue menos da metade dos piscinões na Capital e muitas obras continuam paradas.

Porém, mesmo sabendo da incompetência daqueles que escolhemos para governar, não podemos apenas culpar os órgãos maiores e aqueles que lá estão, devemos também cobrar a população e as pessoas que não possuem uma consciência coletiva.

Quando jogamos um lixo na rua, pensamos que isso não vai trazer mal algum. Isso é um grande erro. O problema desse pensamento, de certa forma até ignorante, é achar que você é o único que faz isso. Principalmente morando na maior metrópole do Brasil.

Por muitos serem irresponsáveis, as consequências vieram e não demorou muito para que TODOS sofressem. Durante a semana da tempestade, os principais mercados e hortifrútis de São Paulo, por exemplo, ficaram sem estoque de alguns legumes, frutas e verduras. Isso ocorreu porque devido a enchente, o CEAGESP ficou inundado e inutilizou cerca de 200 toneladas de produtos.

Isso só demostra que cada ação tem uma reação… uma consequência. Você acha que jogar uma bituca de cigarro ou um papel de bala na rua é uma ação pequena? Não é… Volta dez casas e aprende um pouco sobre bons modos e viver em sociedade. O pior e que pagamos pelos nossos próprios erros ou pelos erros dos outros e não aprendemos.

Nós da Revita, uma recicladora de embalagem longa vida, gostaríamos de dizer a vocês para se conscientizarem e respeitarem mais os outros e o meio ambiente.

Não é apenas uma pessoa que é afetada pelos seus atos. Muitas pessoas sofrem pela ação de um lixo mal descartado. Comece a pensar no coletivo e no futuro. Ninguém precisa pagar pela sua má decisão… E não se engane, você paga também.

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A Revita

A Revita é uma empresa recicladora de embalagens longa vida pré e pós-consumo que reintegra celulose, alumínio e plástico à cadeia produtiva de diversos segmentos industriais.
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