UMA LEMBRANÇA PARA NÃO ESQUECERMOS

Recentemente, nos arredores da Ucrânia, ocorreu uma série de incêndios que nos fez lembrar de um dos acontecimentos que ficará nas raízes do nosso mundo, mas que poucos lembram: O Acidente de Chernobyl.

O acidente na usina em 26 de abril de 1986, foi o maior acidente nuclear da história. Essa tragédia ocorreu na Usina V. I. Lenin, localizada na cidade de Pripyat, a cerca de 20 km da cidade de Chernobyl que levou a morte milhares de pessoas.

O desastre foi resultado de uma falha humana. Uma vez que os operadores do reator descumpriram diversos itens dos protocolos de segurança. Além disso, foi apontado posteriormente que os reatores RBMK (usados em Chernobyl e em outras usinas soviéticas) tinham um GRAVE erro no seu projeto, o qual permitiu que o acidente acontecesse. Ou seja, por falta de fiscalização e paciência, fizemos esse acidente acontecer.

Com a explosão, dois trabalhadores da usina foram mortos e, na sequência, um incêndio iniciou-se e estendeu-se durante dias. A explosão deixou o reator nuclear exposto, e o incêndio foi responsável por jogar na atmosfera uma elevada quantidade de material radioativo.

Em questões ambientais, o acidente de Chernobyl foi algo sem precedentes desde que o homem começou a manipular materiais radioativos. Acredita-se que de 13% a 30% do material radioativo tenha sido lançado na atmosfera e, desse material, cerca de 60% dele concentrou-se no território da Bielorrússia, que deixou o país inabitável.

As estimativas feitas por cientistas apontam que a região de Chernobyl deverá permanecer inabitada por até 20 MIL anos até que se torne segura para a habitação humana. Apesar disso, existem evidências que apontam que algumas pessoas voltaram a morar na chamada “zona de exclusão”.

Existem estudos que sugerem que, até 2006, cerca de 4 mil pessoas tenham morrido em consequência do acidente, mas existem estudos que sugerem números de mortes mais elevados. Alguns estudos sugerem 9 mil, 16 mil, 60 mil, e existem estudos que apontam que até 90 mil pessoas possam ter morrido por causa do acidente. A verdade é que nunca se saberá ao certo quantas pessoas morreram.

Tudo isso nos leva até essa semana, quando incêndios nos arredores da antiga usina nuclear de Chernobyl e em outros locais fizeram a poluição atmosférica da capital ucraniana, Kiev, atingir os piores níveis do mundo no dia 17 de abril, dando aos moradores mais um motivo para ficar em casa em meio ao isolamento do novo coronavírus.

De acordo com o serviço de monitoramento suíço IQAir, Kiev teve o maior índice de contaminação atmosférica de grandes cidades globais, ficando à frente das chinesas Hangzhou, Chongqing e Xangai.

A notícia dos incêndios não é algo ruim para nós, mas para os habitantes de cidades e países vizinhos é uma preocupação. Se levarmos em conta o primeiro acidente que deixou vestígios em vários países da Europa e América Do Norte, esse caso não é diferente.

Segundo o ministério da saúde da Ucrânia, os incêndios não provocaram nenhum risco novo de radiação. Eles foram controlados e de escala pequena para média.

Se observarmos de um ângulo mais amplo, a maioria dos grandes desastres que aconteceram, tanto ambientais quanto humanitários, foram por erro humano. Ainda, seguindo o protocolo de evasão, Chernobyl ainda continua sem vida e mantendo sua marca no mundo.

Atualmente é uma cidade turística, cheia de história e lembranças do desespero vivido por muitos. A verdade é que nós, seres humanos, não podemos esquecer que os nossos erros podem sim afetar o mundo.

A Revita, maior recicladora de embalagens longa vida do Brasil, lança um alerta. Devemos aprender com o passado. Muitos se esquecem e continuam agindo de forma egoísta e leviana, destruindo o meio ambiente e chegando mais próximo de um desastre ambiental sem volta.

Repense suas atitudes e ajude a SALVAR O MUNDO!

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