A NUVEM DE GAFANHOTOS

Durante essa semana um assunto tomou conta das redes sociais, a nuvem de gafanhotos. Por estarmos vivenciando um ano conturbado e cheio de problemas, algumas pessoas acham que se trata de um “evento apocalíptico”, como dizem as brincadeiras. Então, a Revita, recicladora de embalagens longa vida, vai dedicar o texto de hoje para falar um pouco sobre a nuvem de gafanhotos e como isso é mais normal do que parece!

De acordo com o governo argentino, essa espécie de gafanhoto é uma praga migratória que não reconhece limites ou fronteiras e, em um dia, pode viajar até 150 quilômetros, atravessar de uma província para outra, ou mesmo de um país para outro em poucas horas.

Porém, diferente de outros animais ou insetos que fazem migrações já previsíveis, esse tipo de gafanhoto não possui uma rota migratória exata.

A nuvem de gafanhotos, que neste momento está avançando pela Argentina, está a 130 km em linha reta do município brasileiro de Barra do Quaraí, no oeste do Rio Grande do Sul, de acordo com o último levantamento do governo argentino nesta quarta-feira (24).

Para meteorologistas, a chegada vai depender da condição climática no Sul nos próximos dias. Contudo, é nessa afirmação que está o problema. Não é possível saber saber se eles vão ou não avançar sob a fronteira.

O governo brasileiro já estuda medidas para controlar os insetos caso cheguem ao país. O sindicato que representa as empresas de aviação agrícola (Sindag) colocou à disposição do Ministério da Agricultura os 426 aviões pulverizadores que o Rio Grande do Sul possui.

“A aviação agrícola é considerada mundialmente uma das principais armas no combate a nuvens de gafanhotos”, disse em nota o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

O ministério pediu que a Superintendências Federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que realizem o monitoramento das lavouras e orientem os agricultores, principalmente os do Rio Grande do Sul, a adotarem eventuais medidas de controle da praga, caso a nuvem chegue ao Brasil.

O problema, que por consequência causou todo o alarde e preocupação, é que ela é uma praga pouco conhecida. Segundo um relatório do Ministério da Agricultura da Argentina, a espécie de gafanhoto que avança na América do Sul, causou danos severos à produção do país nos anos 1960.

A nuvem voltou a ocorrer em 2015, 2017 e 2019, mas sem muitos alardes ou problemas. Já no Brasil, a última vez que essa nuvem foi vista foi nas décadas de 1930 e 1940, mas a espécie é presente desde o século 19. É importante lembrar que eles não fazem mal nenhum a humanos e não possuem nenhum tipo de doença.

Por que isso acontece?

Além de viverem em bando, os gafanhotos encontraram, ao longo do seu trajeto, condições favoráveis: tempo seco e quente, vento e alimento. Passaram comendo o que viram pela frente, como milho, cana e mandioca, aumentando a preocupação de autoridades gaúchas.

Para além do cenário propício, esses insetos não encontraram inimigos naturais em razão do excesso de agrotóxicos nas plantações.

Com a aplicação desses produtos há desequilíbrio e gera a ausência de seres que controlam os gafanhotos, como pássaros, sapos, fungos e bactérias.

Por outro lado, de forma bem generalista, essa espécie de gafanhotos é conhecida pelo comportamento de ocorrer em períodos de 30 a 50 anos.

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